sábado, 23 de junho de 2012

Deus em minhas estações...

E foi preciso então, calada desabar
Para assim, em Ti me abandonar
E perceber que a todo momento foi real.
Era real o Teu amor por mim e em mim.
E do inverno ao outono, caminhei Contigo em Teus braços e abraços,
Vivendo a esperança de um novo dia.
Mas o inverno que insistia em me congelar
Segurando Tua mão, pra trás deixei.
E minhas lágrimas então, fizeram florescer, renascer a primavera.
Tirando a poeira dos meus olhos, me ajudando a ver quem eu era.
E no verão... No verão conheci o amor,
Que me aqueceu, quebrantou, e derreteu meu coração.

E o outono encantado que se inicia
Transformando-me a cada dia
Renova minhas forças a cada folha que cai.
E na beleza do pôr-do-sol laranja
Enxergo o amor do Pai céu a fora.
Percebo e sinto sua mão em mim...
E sem forças pra fugir,
Deixo-me aprisionar.
Torno-me prisioneira, do mais lindo amor
E enxergo então, a beleza da flor, da cor
E da dor que indica a mudança.
E volto a sentir no fim da tarde;
O calor do verão que me aqueceu.
Sinto o abraço, sinto-me nos braços;
O carinho, o conforto do colo, em cada manhã.

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