sábado, 10 de dezembro de 2011


Free Fall


Como se me faltasse ar
Decidi fechar meus olhos
E explorar outros lugares, sem sair daqui...
E voei...
Me perdi...
Eu sorri!
Longe do chão, algo busquei.
Não encontrei, não me encontrei.
Respirei novidade,
Senti saudade.
Conquistei liberdade, e me prendi em mim...
E voando sozinha me satisfazia,
Mesmo vazia assim...
E ao deparar-me com o pássaro de fogo
Que lá em cima habitava
Numa queda livre de longos segundos
Voltei pro chão.
Naquela antiga e nova sensação
E cá estou eu, a olhar pra cima e desejar a lua.
Na companhia da estrela que me acompanha.
E o desejo mais ardente em mim agora,
É tomar o trem da meia noite
E ir pra nenhum lugar.
E só fugir daqui,
A procura de novo ar pra respirar...

@Juuh_Ftte


domingo, 13 de novembro de 2011




Abrace...

Como se fosse simples...
Como se fosse eterno.
Abrace, se abrace...
" Abraços, um encontro de almas, de essências.
Um gesto que vale mais que mil palavras.
Um ato simples, mas capaz de demonstrar milhares de sentimentos.
Abrace."
Só por alguns momentos,
Sinta, prove, envolva-se!
Como se fosse o único remédio
Como se fosse a última diversão.
Se abrace e abrace
Cura-se; divirta-se
Entregue-se...
Ame, console
Ou simplesmente
Abrace...

Juliana Verônica Ferrette & Renata Puerta

sexta-feira, 11 de novembro de 2011


Injeção de Ânimo

Quando o coração fica assim baquiado
e apertadinho,
a Felicidade de quem se ama faz bem!
E então, os lábios vão se soltando
se desprendendo aos poucos
e a tela do computador
testemunha um sorriso timido...
E é assim
Simples assim!
Amigos são Anjos
E nos fazem bem
Mesmo sem intenção! 
(:

@Juuh_Ftte


“ Tem gente que machuca os outros, tem gente que não sabe amar...”
 (Renato Russo)

Sou eu, gente dessa gente.
Gente que erra, acerta e volta a errar.
Sou gente como muita gente
Que se importa com outras gentes
Mas acaba por magoar.
Sou gente que não sabe, sou gente que se arrepende.
Sou gente diferente que se parece com gentes desiguais...
Habito desse lado, quando do outro deveria estar...
Sou gente simples como tantas
Complicada como outras mais...
Gente eu sou
Como tantas outras gentes são...

Juliana Verônica Ferrette @Juuh_Ftte

Transe

Sob esse efeito lunático
Meus olhos buscam saber onde estou.
Um canto silencioso anseio
Pr’o coração repousar.
Agitado parece rude;
Apertado chora por machucar;
Inconformado por iludir-se
Maltratado, por não saber esperar...
Angustia insana adoecendo o corpo
Realidade lúdica é a busca da alma
Enquanto vê, o contrario acontecer...

Juliana Verônica Ferrette @Juuh_Ftte


quinta-feira, 10 de novembro de 2011



Má Identificação!


Quanta ironia ali havia
Quanta vontade de olhar aquele olhar.
O coração ardendo batia
Enquanto meu corpo se encolhia no lugar.


Quanta dor ali fluía
Quanta vontade de falar.
Expressar-me não conseguia
Enquanto minh’alma pedia pra chorar.


Irônica dor que maltratava
Sentimento momentâneo ressurgia, e eu já não entendia.
Quão estranho era a sensação, 
De ver angustia misturando-se com alegria...



 Juliana V. Ferrette @Juuh_Ftte

quarta-feira, 9 de novembro de 2011



Bailarina sem Soldado...

Mergulhada na imaginação
Flutuando sobre os sonhos
Admirando as nuvens e suas formas
Enquanto a lua não vem...
Bailando sozinha com seu confuso coração,
Vivendo de ilusão.
Alimentando-se de sorrisos imaginários
E brilhantes olhares fictícios...
O Soldadinho só vive em pensamento,
O único merecedor de seu singelo sentimento.
Bailarina solitária
Sonhadora, emotiva...
Baila ela na noite escura
Contemplada pelas estrelas
Iluminada pelo encanto da lua...

Juliana Verônica Ferrette ;*

sábado, 13 de agosto de 2011

Certa manhã de inverno, uma formiguinha saiu para o seu trabalho diário.

Já ia muito longe a procura de alimento, quando um floco de neve caiu e prendeu o seu pezinho.
Aflita, vendo que não podia se livrar da neve, iria assim morrer de fome e frio, voltou-se para o sol e disse:
- Ó sol, tu que és tão forte, derrete a neve que prende o meu pezinho!
E o sol indiferente nas alturas, falou:
- Mais forte do que eu, é o muro que me tapa.
Olhando, então para o muro, a formiguinha pediu:
- Ó muro, tu que és tão forte, que tapas o Sol que derrete a neve, desprende meu pezinho.
E o muro que nada vê e muito pouco fala, respondeu apenas:
- Mais forte do que eu, é o rato que me rói!
Voltando-se então, para um ratinho que passava apressado,  a formiguinha suplicou:
- Ó rato, tu que és tão forte, que róis o muro que tapa o sol que derrete a neve, desprende meu pezinho.
Mas o rato, que também ia fugindo do frio, gritou de longe:
- Mais forte do que eu, é o gato que me come!
Mas o rato, que também ia fugindo do frio, gritou de longe:
- Mais forte do que eu, é o gato que me come!
- Mais forte do que eu, é o cão que me persegue! Aflita e chorosa, a pobre formiguinha pediu ao cão:
- Ó cão, tu que és tão forte, que persegues o gato, que come o rato, que rói o muro, que tapa o sol, que derrete a neve, desprende meu pezinho.
E o cão, que ia correndo atrás de uma raposa, respondeu sem parar:
E o cão, que ia correndo atrás de uma raposa, respondeu sem parar:
- Mais forte do que eu, é o homem que me bate!
Já quase sem forças, sentindo o coração gelado de frio, a formiguinha implorou ao homem:
- Ó homem, tu que és tão forte, que bates no cão, que persegue o gato, que come o rato, que rói o muro, que tapa o sol, que derrete a neve, desprende o meu pezinho.
E o homem, sempre preocupado com o seu trabalho, respondeu apenas:
- Mais forte do que eu, é a morte que me mata.
Trêmula de medo, olhando para a morte que se aproximava, a pobre formiguinha, suplicou:
- Ó morte, tu que és tão forte, que matas o homem, que bate no cão, que persegue o gato, que come o rato, que rói o muro, que tapa o sol, que derrete a neve, desprende meu pezinho.
E a morte impassível, respondeu:
- Mais forte do que eu, é Deus que me governa!
Quase morrendo, então a formiguinha rezou baixinho:
- Meu Deus, tu que és tão forte, que governas a morte, que mata o homem, que bate no cão, que persegue o gato, que come o rato, que rói o muro, que tapa o sol, que derrete a neve, desprende meu pezinho.
E Deus então, que ouve todas as preces, sorriu, estendeu a mão, por cima das montanhas e ordenou que viesse a primavera
No mesmo instante, no seu carro de veludo e ouro, a primavera desceu por sobre a Terra. Enchendo de flores os campos, enchendo de luz os caminhos.
E vendo a formiguinha quase morta, gelada pelo frio, tomou-a carinhosamente entre as mãos e levou-a para seu reino encantado.Onde não há inverno, onde o sol brilha sempre, e onde os campos estão sempre cobertos de flores!


Fim...




Disponível em ~> 
http://www.contandohistoria.com/a_formiguinha_e_a_neve.htm




sexta-feira, 5 de agosto de 2011


Conselho Musical

Uma musica me disse
Que tudo pode ter continuação,
No exato momento
Em que isto era
O maior medo do meu coração.
Uma musica me disse
Que é querer saber demais
O verdadeiro sentido das coisas
No exato momento
Em que meu eu
Tentava entender meus sentimentos
O motivo de meus tormentos.
Uma musica me disse
Que vai valer a pena.
Já outras me ensinaram
Que viver é difícil
E é preciso saber.

Juliana Verônica Ferrette

(Inspiração besta na aula de artes)


Irrealidade

Que bom seria se nada perturbasse as almas
A serenidade reinaria.
Sorrisos estampariam as mais variadas faces
E de alegrias seriam recheadas as fazes da vida.

Quem dera tudo fosse doce
Sem o amargo do rancor...
A paz seria protagonista
Deste mero espetáculo de horror.

Juliana Verônica Ferrette

sábado, 30 de julho de 2011



Longe...

Estar longe não faz sentido...
Mas que sentido teria estar perto
Quando longe é pra estar?...
E porque não ficar perto
Se é tão triste ficar longe
Mesmo que em pensamento esteja perto
A distancia separa e torna longe,
O que a mente deixa perto?...
E quando se vê alguém de longe
Acende o desejo de ver de perto...
E se vê de perto demais
Há no fundo uma vontade de ter visto mais de longe.
Vai lá entender então
O sentido da distancia...
Tal esta que não existe em pensamento
E mantemos sempre perto o que se encontra longe
Ou longe demais...



Juliana Verônica Ferrette

Conseqüências Do Amor

Como a paisagem inspira o pintor,
Tu és o brilho dos meus olhos,
A sensação do amor.
Sinto meu coração pulsar acelerado
E cada vez mais embriagado
Mergulha mais fundo em águas desconhecidas,
Nas envolventes correntes da paixão.
Como criança encantada pelo belo
Agora me sinto,
E como eterna apaixonada
Ansiosamente na calmaria o espero.
Nas nuvens me encontro
Por essa incomoda paixão.
Sinto cócegas no peito,
É o amor desenferrujando meu coração.
Como o barulho em meio ao silencio,
Tu és minha desconcentração
É aquele amor moleque
Brincando com a minha atenção.
Como perfume que se espalha no ar
Sinto uma brisa diferente me tocar.
Me perdi no seu olhar,
E não! Eu não quero me encontrar...

Juliana Verônica Ferrette

Quando duas almas se encontram!

Devido a amor ou paixão
Em uma sublime emoção
O abraço deixa de ser, e
Transforma-se num portal de encontro
Que só de olhos fechados pode-se ver...
A atração física perde seu valor,
Dando então seu lugar ao sentimento
E ao desejo de parar o tempo
E viver intensamente aquele momento.
Os corações acelerados
Pulsam desesperados de alegria...
Nos ouvidos soa o silêncio
E os olhos vêem outro olhar;
E o brilho que neles existem
Anunciam o momento
Que duas almas vão se encontrar.
E o encontro emocionado
Com um beijo é selado
Sem saber se um reencontro acontecerá!...
                      
                                                                  Juliana Ferrette...