terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Tralhas de um quarto bagunçado...

Eu já quis ir até o horizonte pra tocar o céu,
Mas criança não sabia que esse era o seu nome.
Pra mim, era “aquele lugar”, depois daquela arvore lá longe;
Depois daquele morro... Lá sim eu poderia tocar as nuvens,
Tocar o céu com as mãos.
Eu já desejei voar, quando não entendia que só os pássaros podiam.
Já desejei me misturar com o ar.
Eu já quis sair andando, sempre pra frente, e chegar de novo em casa pelo outro lado. O mundo era redondo mesmo, minha irmã que disse.
Sempre quis passar embaixo do arco íris. Minha mãe dizia que se eu passasse viraria homem. Mas e daí? Sempre quis ser moleque mesmo.
Em cima de uma árvore, eu fui princesa, alguma coisa que podia voar e campeã, sim, um galho tinha virado uma prancha de surf, ou um skate, não lembro... Só sei que lá de cima eu sorri.
Era tudo tão simples.
A grama alta que me cobria, virava túnel, floresta, cama.
Eu era cantora, atriz, atleta, e escorregava em qualquer lugar que deslizasse.
Eu rezava com a minha mãe, ia na catequese com meus irmãos, fugia de casa pra brincar, cantava “Mãezinha do Céu”...
Um pé de jabuticaba foi meu abrigo por muito tempo, tinha até um balanço lá, que eu mesma fiz.
Uma lágrima ou duas sempre me trazia o que eu queria.
Ai eu cresci e descobri que se eu chegasse lá do outro lado do morro eu não encontraria o céu, só o veria bem lá longe...
E fui descobrindo aos poucos que a vida de criança é bem mais interessante que a de adolescente, jovem, e tenho certeza que a vida de adulto é bem mais chata...
As lágrimas já não atendem meus desejos e se eu subir numa árvore, só vou lembrar dos sorrisos que já sorri.
Algumas coisas mudaram bruscamente. É estranho! Assustador!
Mas eu ainda quero alcançar o arco íris e passar por baixo. E sair de um lado e voltar pelo outro um tempão depois.
Mas não é tão simples mais. E as dores que eu sinto, são bem piores que aquelas que sentia quando caia de bicicleta, pisava em espinhos, ralava os joelhos, batia a canela que vivia roxa... E assim eu descobri que dores físicas não chegam nem perto das emocionais. E isso não existia no meu mundo!
Meus amigos imaginários não me magoavam, nem iam pra longe. Eles sempre estiveram comigo e acabei de descobrir que fui eu que os abandonei junto com os brinquedos e o cavalo de cabo de vassoura.
Eu cresci. Mas eu criança ainda vive em mim, com todas as recordações e sonhos. E na nostalgia meus olhos brilham de saudade de ser feliz!

Juliana.

Saudade!

Só se tem saudade
Daquilo que chega ao coração.
Daquilo que é intenso mesmo sendo leve,
Intimo mesmo longe;
Grande sendo pequeno.
Só se tem saudade
Daquilo que arranca sorrisos, suspiros,
Lagrimas de alegria por ter conhecido, acontecido.
É assim, Saudade só se tem,
Do que é bom, do que faz bem. Amém!

Juliana V. Ferrette

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

DEVANEIO


Dentro de mim, agora é assim,
É o MEDO e a CORAGEM, numa guerra sem fim.
O ORGULHO sufocando o AMOR,
Alimentando o MEDO, que bate de frente com todo sentimento.
Que agora, já não é mais sofrimento, apenas a ESPERANÇA
Tentando driblar a INCERTEZA.
Dentro de mim, agora é assim
Pelos lados, se escapam os SORRISOS, enquanto as borboletas
Festejam dentro de mim. Talvez seja mesmo, tão simples assim... !

sábado, 28 de julho de 2012

Transe. Sob esse efeito lunático, Meus olhos buscam saber onde estou. Um canto silencioso anseio pr’o coração repousar. Agitado parece rude; apertado chora por machucar; inconformado por iludir-se, maltratado, por não saber esperar... Angustia insana adoecendo o corpo, realidade lúdica é à busca da alma enquanto vê, o contrario acontecer... 

sábado, 23 de junho de 2012

Deus em minhas estações...

E foi preciso então, calada desabar
Para assim, em Ti me abandonar
E perceber que a todo momento foi real.
Era real o Teu amor por mim e em mim.
E do inverno ao outono, caminhei Contigo em Teus braços e abraços,
Vivendo a esperança de um novo dia.
Mas o inverno que insistia em me congelar
Segurando Tua mão, pra trás deixei.
E minhas lágrimas então, fizeram florescer, renascer a primavera.
Tirando a poeira dos meus olhos, me ajudando a ver quem eu era.
E no verão... No verão conheci o amor,
Que me aqueceu, quebrantou, e derreteu meu coração.

E o outono encantado que se inicia
Transformando-me a cada dia
Renova minhas forças a cada folha que cai.
E na beleza do pôr-do-sol laranja
Enxergo o amor do Pai céu a fora.
Percebo e sinto sua mão em mim...
E sem forças pra fugir,
Deixo-me aprisionar.
Torno-me prisioneira, do mais lindo amor
E enxergo então, a beleza da flor, da cor
E da dor que indica a mudança.
E volto a sentir no fim da tarde;
O calor do verão que me aqueceu.
Sinto o abraço, sinto-me nos braços;
O carinho, o conforto do colo, em cada manhã.

segunda-feira, 2 de abril de 2012


Então me abrace!

Então me abrace simplesmente.
E as lágrimas em mim, sorrisos se tornarão!
Abrace como aquele dia em que minh’alma se libertou.
E me abrace, da melhor forma possível
Pra que eu sinta enorme saudade no mesmo segundo em que me soltar.
Só sorria, e abrace sem hesitar.
Pois seu sorriso refletirá em mim.
E que sincronizem-se os corações
E os olhares selem o mais belo sentimento em mim.
Então me abrace!
Simplesmente, pra eu ser mais feliz
No aconchego do teu carinho.  

Juliana Verônica Ferrette.
     

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012



E então você...

Aparece e reaparece de repente
Chegando mansinho, trazendo a avalanche.
Com um jeitinho diferente e mesmo ausente
Faz-me sonhar, reacreditar;
Querer o "Paradise" encontrar.
Aquele mesmo que criei e fantasiei ouvindo Coldplay.
Derrubar muralhas.
"Você me deixa assim
Um Poeta
Apaixonado."
E então você, quebra correntes existentes
Libera prisões, me faz reviver as antigas ilusões.
Aquele sonho que todo ser sonha ser real;
"Sentir teu abraço, teu perfume, olhar em teus olhos e dizer
Obrigado por existir."
E então você
Faz parecer tão próximo o sonho, se não fosse só um.


Juliana (:
Créditos ao J.C. 

Contrário Igual.

Desejos postos opostos,
Iguais em direções contrarias.
Na mesma intensidade,
No mesmo medo,
Iguais contrários.
Os mesmos pensamentos e propósitos opostos.
O não quando sim, o sim quando não...
A mesma quantidade
O mesmo amor, em proporções diferentes
E propósitos desiguais.
Dois corações, duas orações,
Dois pedidos...
Sim e não! Sim ou não... Sim ou não.
Opostos atraindo confusões,
Duelo sem bala, derramando sangue...
Igualdade entre duas razões;
Duvidas, ideias...
Contrariamente diferente.

Juliana.